A Magia do Figurino e da Maquiagem no Cinema
Diversos atores e atrizes se destacaram por suas interpretações em papéis desafiadores tanto no cinema quanto na TV. Graças ao poder do figurino e da maquiagem, alguns desses astros demonstraram sua versatilidade ao interpretar personagens de gêneros diversos. Vamos relembrar alguns dos papéis mais marcantes que conquistaram o público.
Cate Blanchett em “Não Estou Lá” (2007)
Na cinebiografia “Não Estou Lá”, a talentosa atriz australiana Cate Blanchett dá vida a diversos alter egos masculinos do ícone musical Bob Dylan. Sua performance foi amplamente aclamada pela crítica, rendendo-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
Hilary Swank em “Meninos Não Choram” (1999)
A atriz americana Hilary Swank entregou uma performance emocionante interpretando Brandon Teena, uma jovem trans que se apaixona por Lana, interpretada por Chloë Sevigny. Este papel marcante rendeu a Swank o Oscar de Melhor Atriz em 2000, solidificando sua posição como uma das grandes intérpretes de sua geração.
Tony Curtis e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor” (1959)
Na clássica comédia do diretor Billy Wilder, Tony Curtis e Jack Lemmon divertem-se como Joe e Jerry, dois músicos que se disfarçam de mulheres para escapar da máfia. A dupla é inesquecível e seus desempenhos continuam a fazer rir até hoje.
Martin Lawrence em “Vovó… Zona” (2000)
Os filmes de comédia são um terreno fértil para papéis inusitados. Em “Vovó… Zona”, Martin Lawrence é um policial que se disfarça de vovó para cumprir sua missão. Sua habilidade em fazer rir, mesmo com um figurino tão inusitado, fez deste filme um sucesso.
Eddie Murphy em “O Professor Aloprado” (1996)
Neste longa-metragem, Eddie Murphy não se contenta em interpretar apenas uma personagem feminina, mas sim duas: a Mamãe e a Vovó Klump. Sua versatilidade e talento cômico brilharam, tornando o filme um verdadeiro clássico.
Marlon Wayans e Shawn Wayans em “As Branquelas” (2004)
Neste clássico da Sessão da Tarde, os irmãos Wayans, que são agentes do FBI, aceitam a missão de proteger duas herdeiras mimadas, Brittany e Tiffany Wilson, que estão sob ameaça de sequestro. Quando as irmãs sofrem ferimentos e não podem comparecer a um evento social importante, Kevin e Marcus se disfarçam como as Wilson, utilizando maquiagens e próteses em uma hilária e ousada transformação.
Tilda Swinton em “Suspíria – A Dança do Medo” (2018)
No remake do filme de terror “Suspíria”, Tilda Swinton vive o Dr. Jozef Klemperer, um psicanalista de 82 anos. Uma curiosidade interessante sobre sua atuação é que a maquiagem necessária para sua transformação levava em média quatro horas para ficar pronta, demonstrando o comprometimento da atriz com o papel.
Eddie Redmayne em “A Garota Dinamarquesa” (2015)
Eddie Redmayne brilha ao interpretar Lili Elbe, uma artista plástica dinamarquesa que foi uma das pioneiras a se submeter à cirurgia de redesignação de gênero. Sua atuação sensível e complexa valeu-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, destacando a importância da representação no cinema.
Dustin Hoffman em “Tootsie” (1982)
Em “Tootsie”, Dustin Hoffman vive Michael Dorsey, um ator desempregado que se disfarça de mulher para conseguir um papel em uma novela. Sua performance, que mistura comédia e sensibilidade, também lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.
Gwyneth Paltrow em “Shakespeare Apaixonado”
Na trama de “Shakespeare Apaixonado”, Gwyneth Paltrow interpreta uma jovem que sonha em ser atriz, mas vive em uma época em que as mulheres não podiam atuar nos teatros. Para realizar seu sonho, ela se disfarça de homem, um papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz.
Robin Williams em “Uma Babá Quase Perfeita” (1993)
O icônico Robin Williams interpreta Daniel Hillard, que se disfarça como a babá idosa Sra. Doubtfire em uma tentativa de se aproximar de seus filhos após um divórcio. Esta comédia tocante é uma das mais queridas do ator e continua a emocionar gerações.
Glenn Close em “Albert Nobbs” (2011)
Glenn Close se destaca em “Albert Nobbs”, onde interpreta uma mulher que se disfarça de homem para conseguir trabalho na Irlanda do século XIX. Sua performance foi tão impactante que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, demonstrando mais uma vez a capacidade da atriz de se transformar em seus personagens.
Jared Leto em “Clube de Compras Dallas” (2013)
Jared Leto interpreta Rayon, uma mulher transgênero, em uma performance que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Sua dedicação ao papel chamou a atenção do público e da crítica, reforçando a importância da diversidade na representação.
Susan Sarandon em “A Viagem” (2012)
Susan Sarandon brilha em “A Viagem”, onde interpreta quatro personagens, incluindo o cientista Yosouf Suleiman, que vive em um futuro distante, em 2144. A versatilidade da atriz é evidente neste filme dirigido pelas irmãs Wachowski, que também são conhecidas por seu trabalho em “Matrix”.
Michael J. Fox em “De Volta Para o Futuro 2” (1989)
Poucos se lembram, mas na segunda parte da trilogia que marcou os anos 1980, Michael J. Fox não interpreta apenas Marty McFly, mas também sua filha, Marlene McFly. A habilidade do ator em assumir múltiplos papéis é uma das razões pelas quais ele se tornou um ícone do cinema.
Whoopi Goldberg em “O Sócio” (1996)
Nessa comédia dos anos 90, Whoopi Goldberg, que é uma atriz negra, muda também de cor da pele para interpretar sua personagem. Por não ser respeitada em seu local de trabalho, ela decide se disfarçar de homem branco, gerando situações engraçadas e reflexivas.
Barbra Streisand em “Yentl” (1983)
Neste drama musical, Barbra Streisand, que também dirigiu o filme, interpreta uma jovem judia que deseja estudar o Talmude, algo proibido entre as mulheres. Para conseguir isso, ela se transforma em um homem, explorando temas de identidade e gênero de uma maneira sensível.
David Duchovny em “Twin Peaks” (1990-1991)
Em um dos episódios da famosa série “Twin Peaks”, o personagem de David Duchovny, que é policial, se disfarça de mulher para cumprir uma missão. O que começa como uma estratégia se transforma em uma adoção de uma nova identidade para o resto de sua vida, mostrando a complexidade de seu papel.
Johnny Depp em “Ed Wood” (1994)
No início de sua carreira, Johnny Depp faz uma aparição memorável vestindo-se de mulher em algumas cenas desta cinebiografia sobre o diretor de cinema Edward D. Wood Jr. Sua habilidade de se transformar para o papel é um indicativo de seu talento e versatilidade.
Lynn Collins em “O Mercador de Veneza” (2014)
Em “O Mercador de Veneza”, Lynn Collins se transforma em um homem, mostrando sua capacidade de se adaptar a diferentes papéis e gêneros. Essa interpretação reforça a tradição de adaptações teatrais que exploram a fluidez de gênero.
Meryl Streep em “Anjos na América” (2003)
Meryl Streep, uma das atrizes mais renomadas da história do cinema, viveu um ancião nesta minissérie da HBO. Para transformar seu rosto, foi utilizada uma maquiagem especial feita com adesivos de silicone, demonstrando o compromisso da atriz com a autenticidade de seu personagem.
Jaye Davidson em “Traídos pelo Desejo” (1992)
Jaye Davidson foi indicado ao Oscar pelo seu papel de Dil, uma personagem que se apaixona por um voluntário do Exército Republicano Irlandês. Sua atuação impactante é uma das razões pelas quais este filme se tornou um marco na representação de identidades de gênero no cinema.
Cameron Diaz em “As Panteras” (2000)
Considerada uma das estrelas mais bonitas de Hollywood na época, Cameron Diaz se disfarça de homem em uma das cenas do filme de ação “As Panteras”, que é um remake de uma série dos anos 1970. Sua habilidade de interpretar diferentes papéis é uma prova de sua versatilidade como atriz.
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