Adjoa Andoh e a polêmica sobre Bridgerton
Queridos leitores, Adjoa Andoh, a atriz que dá vida à icônica Lady Danbury em Bridgerton, não teve palavras amáveis para os homofóbicos que já estão criticando a próxima temporada da série antes mesmo de assisti-la. A controvérsia gira em torno do romance com gênero trocado de Francesca na série da Netflix — uma alteração que deixou alguns fãs do livro original bastante incomodados.
Amor em Bridgerton
“O show é sobre pessoas encontrando amor,” comentou Andoh em entrevista à Attitude Magazine. “Então, duas mulheres encontram amor. E daí?” A atriz acrescentou, ressaltando que não há motivo para tanta agitação. Qual é o problema se Francesca é uma mulher bissexual? Isso não é nada chocante no mundo da ficção.
Andoh também fez uma observação interessante: “Olha, eu trabalhei para o Gay Sweatshop nos anos 80. Então, já estamos em 2026. Vamos lá, todo mundo, atualizem-se.” O Gay Sweatshop Theater Company tinha como objetivo combater a má representação de pessoas LGBTQIA+ no teatro mainstream. Embora a companhia tenha encerrado suas atividades em 1997, Andoh deixou claro que é uma aliada da comunidade.
Inclusividade e reconhecimento
“Eu sei o quão popular o show é ao redor do mundo, e sabemos que há um desequilíbrio na forma como as pessoas LGBTQIA+ experienciam a vida em diferentes lugares,” destaca. Ela espera que a nova história de Francesca com Michaela possa abrir os corações das pessoas. E, claro, Lady Danbury aprova esse romance.
Um usuário das redes sociais comentou sobre a posição de Andoh em relação à polêmica. Eles escreveram: “Os espectadores consomem a arte, mas não respeitam a humanidade daqueles que a criam.”
“Eu disse desde o começo que este show, de tantas maneiras, é sobre permitir que as pessoas se vejam representadas, permitindo que sonhem e se imaginem nesses papéis fantásticos,” afirmou Brownell durante uma entrevista. Ela acrescentou: “Nunca pareceu certo não incluir o amor queer dentro dessa fantasia.”
A aprovação da autora
Além disso, até Julia Quinn deu sua bênção à decisão de Brownell de alterar a história de Francesca. Ela deixou claro que o livro e a adaptação da Netflix são histórias distintas, e não uma cópia um para um. Se a autora original não vê problema nas alterações, por que tantas outras pessoas têm tanto a dizer sobre as mudanças?
A rejeição à história queer de Francesca
Na obra “When He Was Wicked”, de Quinn, Francesca acaba com Michael Stirling após a morte de John. Michael era o melhor amigo de John, e uma parte significativa da história aborda a evolução da percepção de Francesca sobre o romance e sua luta com a fertilidade. Presume-se que essa última parte da história dela pode não ser explorada, e os fãs do material original lamentam isso.
Entretanto, pessoas queer também enfrentam dificuldades com a infertilidade. Além disso, embora a história se passe no período da Regência, muitas liberdades criativas foram tomadas por Shondaland. Sempre há espaço para mudanças e surpresas — o romance entre Francesca e Michaela é diferente de qualquer outro, então é natural que haja muitas reviravoltas.
Opiniões prematuras e a realidade
O que é perturbador é que já existem tantas opiniões sobre a sexualidade de Francesca na internet. Mas a realidade é que, neste momento, ninguém viu a quinta temporada. No entanto, a história ainda se concentra no amor — uma narrativa sobre a luta de uma mulher para reencontrar o amor após a perda do marido. O livro e a nova temporada abordarão isso de maneiras diferentes, mas isso não importa.
Porque, na verdade, ninguém pode emitir uma opinião justa sobre o assunto até que a quinta temporada seja lançada. Criticar prematuramente a temporada e decidir que a história de Francesca foi arruinada apenas com base em sua sexualidade é, de fato, homofóbico.
(Foto em destaque: Netflix)
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