O Caso McCann: Novos Desenvolvimentos
Três dias após o anúncio de que não eram mais considerados suspeitos, Gonçalo Amaral, o ex-coordenador chefe da investigação da Polícia Judiciária, que havia se afastado do caso McCann em outubro de 2007 e se aposentado da força em junho de 2008, lançou um livro polêmico sobre o caso. Nesse livro, Amaral apresentou a teoria de que Kate e Gerry McCann teriam encoberto o que realmente aconteceu com sua filha, Madeleine. Além disso, o ex-investigador tentou mostrar uma visão mais favorável das ações de sua equipe durante o desenrolar da investigação.
A Ação Judicial dos McCann
Em 2009, o casal McCann decidiu processar Amaral por difamação, dando início a um processo que se estendeu por vários anos. O julgamento ocorreu em 2014 e, em abril de 2015, um juiz de Lisboa determinou que os McCanns deveriam receber mais de $500.000 em danos, quantia que o casal afirmou que seria destinada integralmente ao Fundo Madeleine, que tem ajudado a financiar as operações de busca desde 2007. Além disso, a venda do livro "A Verdade da Mentira" foi proibida.
A Reviravolta no Caso
Entretanto, Amaral argumentou que seu livro era um relato de uma investigação policial amplamente documentada. No ano seguinte, ele ganhou o recurso, permitindo que sua obra voltasse às prateleiras das livrarias. Essa vitória foi um marco significativo na batalha legal entre ele e os McCann.
Apelação ao Supremo Tribunal
Diante dessa reviravolta, os McCanns recorreram ao Supremo Tribunal de Portugal, que, em 2017, se recusou a analisar o caso. Eles consideraram essa decisão "extremamente decepcionante", mas reafirmaram que o que sempre desejavam era que as autoridades britânicas e portuguesas fizessem tudo o que estivesse ao seu alcance para encontrar sua filha desaparecida.
