A Nova Aposta em Filmes Sobre IA
Infelizmente, atualmente há uma quantidade significativa de filmes que abordam o tema da inteligência artificial. A forma como esses filmes tratam a tecnologia, seja apoiando-a ou criticando-a, varia bastante. No entanto, o melhor filme que ilustra os perigos dessa tecnologia é “Good Luck, Have Fun, Don’t Die”, dirigido por Gore Verbinski.
O Encontro do Futuro
Na trama, um homem do futuro, interpretado por Sam Rockwell, aparece em um diner e informa a um grupo de pessoas que eles precisam se mobilizar para enfrentar o fim do mundo. Na verdade, a missão deles é ajudar esse homem a impedir que uma criança crie uma IA que possa destruir a vida como a conhecemos. Cada membro desse grupo é, de uma forma única, qualificado para a tarefa, embora, na verdade, nenhum deles esteja realmente preparado para o que está por vir.
Uma Realidade Perturbadora
O que Verbinski e o roteirista Matthew Robinson fazem é apresentar uma realidade bastante sombria, que ressoa de maneira alarmante com o nosso cotidiano. O filme mostra como todos estão obcecados por seus celulares, como tiroteios em escolas se tornaram algo tão normal que existe uma opção para lidar rapidamente com a dor da perda, entre outras questões contemporâneas.
Com a mistura única de comédia e ação que permeia o filme, é quase tentador rir da ideia do mundo se deteriorando, como acontece com o Man From the Future. Porém, “Good Luck, Have Fun, Don’t Die” nos lembra de que estamos à beira do colapso, impulsionados pela nossa dependência da inteligência artificial para tudo. Cada tweet gera uma resposta pedindo “Grok” por contexto, em vez de usarmos nossas próprias capacidades cognitivas, e as pessoas se tornaram viciadas em seus dispositivos.
Ao final do filme, você sai do cinema sem nenhuma vontade de olhar para um aplicativo novamente.
Um Elenco Eclético que Brilha
Um dos pontos altos do filme é o elenco diversificado, que permite que Haley Lu Richardson brilhe em seu papel. Ela interpreta Ingrid, uma jovem que é alérgica à tecnologia. O personagem dela é o tipo que se esforça imensamente para encontrar a felicidade em um mundo obcecado por celulares, e a jornada dela se torna ainda mais emocionante quando o Man From the Future proíbe o uso de telefones logo no início da história. Isso torna Ingrid uma parte crucial da equipe, além de que quem não gostaria de correr por aí vestindo um lindo vestido de princesa e botas de combate?
O Time Reunido
De fato, o “time” que o homem do futuro seleciona entre os clientes do diner é o que torna esse filme verdadeiramente especial. Juno Temple interpreta uma mãe determinada a recuperar seu filho, enquanto Michael Peña e Zazie Beetz são um casal que testemunhou o impacto da tecnologia nas crianças, entre outros personagens. Todos eles são “novatos” nessa situação, o que torna as cenas de ação deliciosamente caóticas e empolgantes de assistir.
A Mensagem do Filme
Mas o que realmente faz de “Good Luck, Have Fun, Don’t Die” um excelente filme é sua mensagem. O longa não tenta disfarçar que a inteligência artificial é algo positivo e benéfico. Muito pelo contrário, ele deixa claro que a tecnologia pode ser perigosa. Em um mundo que cada vez mais busca justificar o uso da inteligência artificial, é admirável termos um filme que serve como um verdadeiro tapa na cara do Chat GPT. A mensagem é clara: contrate humanos!
“Good Luck, Have Fun, Don’t Die” já está em cartaz nos cinemas.
Sobre a Autora
Rachel Leishman, que usa os pronomes ela/dela, é a Editora Chefe do Mary Sue. Ela atua como escritora profissional desde 2016, mas sempre foi apaixonada por filmes e televisão, assim como por escrever sobre eles desde a infância. Fã de Spider-Man e defensora número um de Wanda Maximoff, Rachel possui um interesse por tudo que envolve cultura nerd e tem um gato chamado Benjamin Wyatt. Se você quiser conversar sobre música rock clássica ou tudo que envolve Harrison Ford, ela é a pessoa certa, mas seus interesses vão muito além. Sim, ela sabe que se parece com Florence Pugh. Rachel também possui vários podcasts, normalmente expressa suas opiniões sobre qualquer aspecto da cultura pop e consegue recitar a filmografia de atores de cor. Atualmente, sua obsessão é o cachorro de Glen Powell, chamado Brisket.
Seu trabalho no Mary Sue frequentemente abrange temas como Star Wars, Marvel, DC, críticas de filmes e entrevistas.
